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Renascer

Renascer

Uma chávena de café acompanhada de breves palavras

Alice 🦋, 05.11.20

Foram dois meses sem aqui vir, já nem sei como é que se começa um post.
Olá! É verdade, já não cá venho há um bom tempo, demasiado até. Aconteceram alguns imprevistos no fim do verão, mudei de casa, onde me encontro agora a escrever. Foi um processo contra a minha vontade mas que só me beneficiou. Sabem aquelas situações que envolvem outras pessoas e que nos tocam tanto ao ponto de passarem meses e ainda não conseguirmos abordar o assunto nem com o nosso melhor amigo, provavelmente por ainda não termos conseguido ultrapassar o acontecimento?
Ademais, a faculdade recomeçou e o meu cérebro entrou em colapso. É sempre um processo exigente o de recomeçar. Não sei como é que se volta à rotina, depois de meses desertos, simplesmente a existir. Seja como for, as frequências marcadas já ocupam um número consideravelmente grande na minha agenda, e a necessidade de me organizar está bastante presente. Quando falo em organização, não me refiro apenas à organização escolar, pois essa, tal como o trabalho, ocupam demasiado tempo das nossas vidas, tempo esse precioso que poderia ser investido na nossa saúde, no nosso bem estar. Continuo na esperança de perceber como é que se faz para ter uma casa arrumada, tempo para cozinhar, uma vida física minimamente ativa, e ainda ter tempo de qualidade de lazer, depois de um dia  cansativo. 
O frio chegou e trouxe com ele uma nostalgia imensa de momentos ao vento, conversas à lareira e um sentimento de conforto, que quase que me faz acreditar que a vida pode ser, de facto, acolhedora e interessante de se viver.
Este clima gélido, que a nós se apresenta, enche-me de aspiração para abraçar os dias e tentar aquece-los de alguma maneira. Como eu adoro enrolar-me nas mantas a escrever ou a fazer qualquer tipo de outra atividade, enquanto observo o dia a esconder-se com a sua rapidez. Sempre gostei da noite, do frio, de um bom fado. Talvez estes gostos se assemelhem à pessoa nostálgica que sou, ao amor que adoro dar e de acreditar que este, está sempre presente nos nossos dias, embora que nem sempre assim pareça.
Pois bem, despeço-me com saudades de aqui vir, mania a nossa de prolongar e evitar o que sabemos que nos faz bem. 

Até breve 

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