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Renascer

Renascer

Uma nova semana, uma nova oportunidade

Alice 🦋, 29.11.20

E assim se passou mais um fim de semana de confinamento, entre máquinas de lavar, receitas que aconchegam qualquer barriga, mimos e resumos de sociologia pelo meio.

Nunca fui pessoa que aprecia-se a segunda-feira, sempre olhei para este dia com uma certa frustração, posso mesmo dizer que, ainda à poucos anos atrás, ficava seriamente triste ao acordar e perceber que faltava uma nova semana para ter um novo fim de semana.
Desde que comecei a interessar-me pelo conceito "produtividade" e pelos vastos aspetos que este acarreta, olho para a segunda-feira com outros olhos, sendo agora este dia da semana sinónimo de recomeço, tentativa, oportunidade e sorrisos.

Assim sendo, vou tratar de organizar a minha agenda diária, de maneira a que seja possível haver tempo para tudo, incluindo também momentos de preguiça e procrastinação, como me aconselhou uma pessoa aqui do blog, para assim, poder fazer de tudo um pouco, sem sentimentos de culpa.

Boa semana a todos e a todas! 

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Lençóis lavadinhos = momento de reflexão

Alice 🦋, 27.11.20

Desta vez, reflito à cerca da consciência e com que idade é que a encaramos de livre vontade.

Apesar de ter a agenda sensivelmente carregada de tarefas, acabei por procrastinar no calor dos meus lençóis a tarde toda. Não me desleixei de todo, fui à aula de manhã, e quando a minha namorada chegou com o pão e o vinho para o almoço, tinha uma sopa acabadinha de fazer à sua espera. Ainda assim, ficaram algumas prioridades pendentes, o que me deixa desconfortável ao perceber que me deixo consumir demais no mundo digital, em vez de agarrar o dia sem pena de o aleijar.

Sei que que este desleixo trata-se por disciplina, neste caso, por falta desta. Ainda assim, e a meu ver, quem tem vontade de melhorar tem de aprender a ser disciplinado consigo mesmo, a ter consciência das ações, dos valores, bem como, das crenças pessoais. 

Se tenho x tarefas para fazer, porque é que as ignoro sem tentativa de disfarce? Porque é que é tão fácil adiar e desprezar a agenda que nos levou tempo a organizar? Porque é que é tão fácil desvalorizar o tempo e acreditar na eternidade? 

Seja como for, fico imensamente descontente por este tipo de desleixo que decorre ao longo dos meus dias. Ainda assim, é só mais um processo de reflexão e aprendizagem com que me enfrento e com o qual vou ter de encarar mais tarde ou mais cedo, (espero que cedo). É só mais um processo na linha do meu crescimento e desenvolvimento pessoal. Quero acreditar que faz parte e que não é assim tão difícil ter respeito para connosco mesmos. Todos estes aspetos rodeiam o imenso mundo que é "a auto-estima", este poder de nos valorizar-mos a cada dia mais e mais, mas este é um tema que tem de ficar para outra altura. Agora, vou aproveitar a restante luz que entra pela janela, ainda que de maneira tímida, pegar na agenda e tentar, mais uma vez.

Bom fim-de-semana 

É só mais uma viagem

Alice 🦋, 22.11.20

Mais uma viagem, mais uma despedida dos meus, mas hoje parto em paz. Ainda que com o coraçãozinho apertado ao ver os olhos afogados em lágrimas da minha mãe que me prepara a lancheira com o jantar e com as saudades que ficaram por matar dos mais próximos, devido ao pouco tempo que nos dão por causa de um vírus maldoso, hoje parto em paz.

Parto em paz na esperança de continuar assim, numa linha pacífica que me alivia a alma. 

Parto em paz, com a alegria de pequenos progressos de mentalidades que me aquecem o peito e me dão uma oportunidade de ter esperança.

Quero abraçar a vida com o corpo forte para amar, cuidar e enfrentar todos os porquês que me anseiam. Não é propriamente fácil ter força para continuar. Por vezes, ainda é um fardo ter de sair da cama e enfrentar o desconhecido, mas é esta luta constante, a necessidade de me conhecer melhor a cada dia que passa, bem como o que tenho para oferecer, que me faz despertar sem vontade de ali ficar.

Parto em paz, desta vez, com vontade de voltar. 

 

 

Uma chávena de café acompanhada de breves palavras

Alice 🦋, 05.11.20

Foram dois meses sem aqui vir, já nem sei como é que se começa um post.
Olá! É verdade, já não cá venho há um bom tempo, demasiado até. Aconteceram alguns imprevistos no fim do verão, mudei de casa, onde me encontro agora a escrever. Foi um processo contra a minha vontade mas que só me beneficiou. Sabem aquelas situações que envolvem outras pessoas e que nos tocam tanto ao ponto de passarem meses e ainda não conseguirmos abordar o assunto nem com o nosso melhor amigo, provavelmente por ainda não termos conseguido ultrapassar o acontecimento?
Ademais, a faculdade recomeçou e o meu cérebro entrou em colapso. É sempre um processo exigente o de recomeçar. Não sei como é que se volta à rotina, depois de meses desertos, simplesmente a existir. Seja como for, as frequências marcadas já ocupam um número consideravelmente grande na minha agenda, e a necessidade de me organizar está bastante presente. Quando falo em organização, não me refiro apenas à organização escolar, pois essa, tal como o trabalho, ocupam demasiado tempo das nossas vidas, tempo esse precioso que poderia ser investido na nossa saúde, no nosso bem estar. Continuo na esperança de perceber como é que se faz para ter uma casa arrumada, tempo para cozinhar, uma vida física minimamente ativa, e ainda ter tempo de qualidade de lazer, depois de um dia  cansativo. 
O frio chegou e trouxe com ele uma nostalgia imensa de momentos ao vento, conversas à lareira e um sentimento de conforto, que quase que me faz acreditar que a vida pode ser, de facto, acolhedora e interessante de se viver.
Este clima gélido, que a nós se apresenta, enche-me de aspiração para abraçar os dias e tentar aquece-los de alguma maneira. Como eu adoro enrolar-me nas mantas a escrever ou a fazer qualquer tipo de outra atividade, enquanto observo o dia a esconder-se com a sua rapidez. Sempre gostei da noite, do frio, de um bom fado. Talvez estes gostos se assemelhem à pessoa nostálgica que sou, ao amor que adoro dar e de acreditar que este, está sempre presente nos nossos dias, embora que nem sempre assim pareça.
Pois bem, despeço-me com saudades de aqui vir, mania a nossa de prolongar e evitar o que sabemos que nos faz bem. 

Até breve 

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