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Renascer

Renascer

Uma casa de sangue e quatro pontos no dedo

Alice 🦋, 12.04.21

Olá!!!!

Já não vinha aqui falar há uns dias. Na quinta-feira comecei o meu estágio de Serviço Social, que consiste no momento que antecede a abertura de um centro de atividades para pessoas reformadas. Até aí tudo bem, estive a tratar das fichas de inscrição para os utentes, entre outras papeladas importantes. Fora as dores de pés, fruto dos novos sapatos com algum salto e a correria entre comboios, correu bem.

Até que.........

Antes de ontem, dia 10 de abril, por volta das 10h30 estava a fazer a sopa para o almoço. Já com todos os legumes arranjados e dentro da panela, aproveitei para cortar o resto da abóbora em pedaços para a congelar. Mal sabia eu o que me esperava!!

Cenário: 

- Uma tábua de madeira;

- Uma faca nova a estrear;

- Uma abóbora com uma casca muito dura por tirar;

- Uma jovem distraída com pensamentos do dia a dia.

Ao pensar em toda a situação, vem a ansiedade ao de cima.

Portanto, a faca afiada a cortar a casca da abóbora e......... um dedo polegar cortado! Nunca vi nada assim na minha vida. Não foi um simples golpe... A parte "gorda" do dedo estava literalmente separada. O meu coração parou. Berrei até não conseguir mais, de certo que todo o prédio me ouviu. A andar de um lado para o outro a berrar com a voz que não sabia ter, à procura da minha parceira. 

Quando dei por mim, era roupa, chão da casa, paredes, tudo coberto de sangue e dois bombeiros a entrar pela sala a dentro.

Volto a olhar para a mão coberta de sangue enquanto me fazem um penso à pressa e grito e grito.

Descemos para a ambulância, deitam-me na maca, medem-me a tensão e a máquina apita. Pedem com preocupação para me acalmar porque a tenção estava demasiado alta. Chegamos ao hospital em 5 minutos. Passo logo pela triagem, numa questão de 1 minuto e encostam-me numa salinha sozinha. 

Eu chorava, chorava, desta vez para dentro.

Um dedo "descolado" e uma jovem que nunca sofreu nenhum tipo de acidente, nunca partiu nada em nova, ou seja, sem qualquer experiência, ali, sozinha à espera para ser cozida.

Passaram 5,10,15 minutos e o choro que até outrora era silencioso, passou para um ataque de pânico, com a respiração acelerada e as pernas a tremer. O segurança do hospital estava relativamente perto e veio ao meu encontro, empurrando a cadeira de rodas diretamente para a maca onde ia cozer o dedo.

Deito-me, duas enfermeiras do lado direito e um médico ainda a calçar as luvas do lado esquerdo. 

Faço questão de referir que não quero sentir muita dor, que estava aflita, mas acho que até um cego naquele momento perceberia isso.

Peço para me dizerem cada passo do procedimento para estar à espera de uma possível dor. Mal sabia eu que a anestesia consiste numa picada de agulha literalmente no sítio do ferimento. Peguei na mão de uma das enfermeiras e gritei até não poder mais. Em menos de um minuto deixo de sentir a mão, o médico diz que já está a pôr os pontos e eu feliz por não sentir, no início do terceiro ponto senti e não foi pouco. Mais uma dose de anestesia, gritei, chorei, disse asneiras, tudo o que senti naquele momento. A máscara já não me tapava a cara da maneira correta mas fiz questão de afirmar que no dia anterior tinha sido testada no estágio (outra nova aventura por contar um dia). Com a mão de novo dormente, a camisola do pijama encharcada e uma cara de quem parece que fumou três ganzas seguidas, lá acabou a tortura, já com o penso feito.

O médico perguntou o que tinha acontecido, e acabei por contar que ainda à duas semanas +/- tinha sofrido uma forte queimadura na mesma mão, também a fazer sopa, nomeadamente a bater a sopa, com ela a ferver.

Chegamos todos à conclusão que tenho de comprar uma Bimbi.

Entre lágrimas de dor, e risos cansados, ainda a processar o que tinha acontecido, levantei-me e fui embora.

Ao sair da sala, tinha todo um círculo de pessoas a olhar com cara preocupada para mim. Não sei o que é pior, a mão ensanguentada, todo o cenário de pijama sem sutiã e ténis brancos ou o cabelo descabelado. Percebi que todos ouviram e bem o que se passou ali dentro. Um dos senhores que se encontrava sentado acabou por me dizer algo, mas ainda dorida e dormente, não consegui perceber as suas palavras, só queria saber por onde era a saída.

Chamei um táxi, e toda esta brincadeira levou-me 5€ de viagem, cinco minutos!!!! Dei a minha opinião em relação ao preço, ao que o mesmo refere que aos fins de semana, feriados e horário noturno a conta é mais alta.

Pffff, se soubesse tinha-me cortado durante a semana!!! 

Enfim, agora aqui estou eu, com um dedo cozido, entre sestas e medicação. 

Não é de todo agradável sentir um penso colado ao dedo, não conseguir fazer todas as tarefas diárias, e imaginar que debaixo deste está um dedo a voltar a colar-se. 

A imagem do dedo ainda me vem à cabeça diversas vezes durante o dia, sobretudo antes de adormecer, o que complica a ansiedade que sinto.

Hoje vou ao posto médico ver como estão os pontos e trocar o penso. Se tudo correr bem, na sexta-feira já os tiro. Vamos lá ver!!

Depois dou notícias.

Mas por favor, uma lição:

NÃO usem facas novinhas e afiadas com alimentos de casca dura e a pensar no dia de ontem!!!!

Cuidem-se 

 

Desconfinar de forma radical

Alice 🦋, 02.04.21

Então não é que uma pessoa anda ansiosa e vai fazer uma maluqueira destas!

Eram 9h00, primeira cliente da esteticista a pôr-se bonita para esta Páscoa. 

A grande questão, que cor usar nas unhas?

Estava indecisa (para variar), entre duas cores, ambas para o lilás. 

Ao fim de uns bons 30 segundos a remoer, a esteticista mandou uma "então põe as duas e até podes combinar com um brilhante". A medo, MUITO a medo, lá saiu um "porque não" da minha boca, longe de seguranças.

E assim foi, três cores numa mão só, porque não? É a moda, como dizem! É preciso arriscar, sair um pouco da zona de conforto, se não as coisas tornam-se banais, uma grande secaaaaa.

E o bem que faz uma unha e uma sobrancelha arranjada! A pessoa sente-se logo outra, sem vergonhas, uma autêntica tia! 

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Reflexão Mensal

Alice 🦋, 31.03.21

Para me motivar a ser melhor todos os dias, ter boas rotinas e não desistir, optei por começar a fazer uma reflexão mensal, no fim de cada mês, onde posso perceber o que correu menos bem e  o que posso melhorar.

A palavra certa para este mês é, sem dúvida: INTENSO

O início de um novo semestre da faculdade, novas matérias...

A entrada na nova casa... novas paredes, ângulos, hábitos...

Foi sem dúvida um mês de recomeços! 

Apesar de ter tudo para ser um mês em cheio, acabei por quebrar. Não sei se mudanças são fáceis para mim. Apego-me muito ás coisas, depois foi todo o cenário de limpezas e tarefas chatas até assentar de uma vez.

Esta última semana não foi de todo fácil. A ansiedade e o cansaço agarraram-me sem vontade de me deixar ir embora, mas hoje já acordei melhor, fui apanhar um pouco de ar, adiantei alguns trabalhos, umas arrumações e pronto, a ver se começo o mês de Abril com o pé direito!

Também fui mais ativa aqui no blog, ainda assim, tive pouco feedback por parte dos leitores, o que me deixou um pouco desanimada, não vou mentir. Cheguei a pensar "será que é culpa do horário em que publico?", "temas desinteressantes?"... seja como for, não irei alterar nada, faço-o da forma mais natural possível, escrevo o que sinto, quando o sinto e assim irei continuar. Pode ser que seja só uma fase menos boa!!

Em abril vou iniciar o meu estágio. Apesar de desafiante, não estou ansiosa, tendo em conta que não consegui ir para onde desejava. Parece que a pandemia tirou-nos até a oportunidade de sonhar, de escolher. Seja como for, vou fazer os possíveis para que corra tudo bem e sejam dias de profunda aquisição de conhecimentos! 

Feliz Páscoa e um agradável início de Abril para todos, com muitos sonhos e objetivos por realizar.

Afinal de contas, Abril é sinónimo de liberdade! 

 

Fim de dia...........tristonho

Alice 🦋, 28.03.21

O sol despede-se lentamente.

A sombra do início da noite entra sem vergonha pelas janelas do quarto, causando uma certa nostalgia e até desânimo a quem quer ir a correr atrás da pouca luz que sobra no fim da rua, mas essa vontade é de imediato abafada quando me lembro que sou impossibilitada de respirar a vida da rua, devido a uma máscara desconfortável que tem de me proteger de um vírus maldoso.

Os dias têm sido melancólicos. Não sei que vírus é este mas a única coisa que me toca é a preguiça de levantar da cama e fazer as tarefas do meu dia. As sestas que já não são sestas, mas sim ciclos grandes de sono têm dominado os meus dias, seguido do mau humor de quem se sente mal por não estar aproveitar as semanas, a vida, com tantos porquês. 

Enfim, uma onda de desmotivação está a inundar a minha casa. Espero que não dure muitos mais dias, que isto stressa uma pessoa, que já tem tantas coisas acumuladas por fazer!!!

Boa semana a todos 

 

Um dia de sol, uma nova oportunidade para sorrir

Alice 🦋, 23.03.21

Os últimos dias foram complicados.

Desde a viagem de Lisboa para Castelo Branco, uma queimadura com sopa acabada de ferver, trabalhos de análise de texto que nunca mais acabam a par de outros contratempos acontecidos.

Agora já está tudo mais calmo. A senhoria da casa já veio finalmente entregar a mobília que faltava. É reconfortante ver o meu cantinho a ficar composto, a ganhar vida. 
Fico aliviada por finalmente conseguir definir espaços diferenciados para cada tarefa. Poder trabalhar na secretária do quarto do fundo, ao lado de uma janela com uma pacífica vista, onde acompanho a evolução do sol até este se pôr ao final do dia; poder passar tempo de lazer na sala com a minha companheira e num futuro sem covid, com algumas amigas; e poder aproveitar o quarto apenas para descansar durante a noite.

Valorizo cada recanto desta casa. O facto de passar o primeiro ano e meio da faculdade numa casa partilhada, onde tinha de fazer todas as tarefas do dia a dia no quarto, desde estudar, descansar, exercitar-me, lazer, etc, causava-me alguma frustração. 

Agora que tenho o meu espaço, com a minha parceira, faz com que tudo tenha mais sentido, que eu tenha muito mais prazer em cada atividade que faço.
Apesar de alguma falta de móveis de arrumação, ter um congelador que se traduz numa estreita gaveta, entre um ou outro pormenor, estou imensamente feliz por aqui estar. Alterar a disposição da mobília, faz com que sinta que a casa é mais minha do que quando cheguei. Com o tempo ficará perfeita!

O tempo também está a melhorar. O sol que entra pela janela vem acompanhado de uma aragem de paz inexplicável. Vou aproveitar esta harmonia para me inspirar com os trabalhos da faculdade, que já são tantoooos.

Deixo-vos uma foto do dia de ontem, por volta das 20h00, enquanto estava na secretária a acabar de trabalhar.
Boa semana a todos e todas! 

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Frases de uma jovem apaixonada

Alice 🦋, 14.03.21

Esta semana vim visitar os meus pais, aproveitei que a minha mãe está de baixa médica, por estar a fazer fisioterapia e vim passar algum tempo com ela. 
Por um lado é sempre reconfortante regressar ao quarto que me viu nascer, onde passei alguns dos melhores e mais difíceis anos da minha vida, mas, por outro lado, depois de um ano e meio a viver com a pessoa que amo, torna-se estranho quando a noite cai e eu deito-me sem a minha pessoa ao meu lado, a aquecer-me os pés.
Ontem à noite não foi exceção, deitei-me à meia noite e a verdade é que eram duas da manhã e eu ainda às voltas, como se faltasse algo.

E na verdade faltava.

Peguei no telemóvel e escrevi-lhe, recordando-a que estou aqui, mas com o pensamento na direção dela. 


"Estou às voltas e voltas sem conseguir adormecer
Falta-me algo
Falta-me conforto
Conforto esse que senti no teu olhar, no primeiro dia que te vi
Aliás,
Na primeira noite que te vi, que olhas-te para mim.
Falta-me o ar ao imaginar que poderia ser diferente
Mas não fazia sentido uma vida sem ti.
Espero e reflito
E tu tens a razão
Tu és a minha razão.
Vou agarrar-me a ti
À tua verdade
À nossa verdade.
Tu és a minha luz, a minha razão e direção.
Contigo presente, todos os problemas tornam-se meros intrusos
Intrusos estes que eu posso escolher dar um ponta pé ou abraçar e aprender com eles.
São 02:02 e eu peço um desejo,
Hoje eu desejo-te a ti, e amanhã sei que será igual."

 

Assim me despeço, desta vez com uma partilha mais pessoal, mas que senti necessidade de registar.

Um resto de domingo pacífico e boa semana a todos! 

 

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A nossa primeira casa

Alice 🦋, 17.02.21

É oficial! Vou deixar de viver com os cabelos na banheira das minhas colegas, o lixo debaixo das pantufas que passeia de um lado para o outro no chão da casa, o cheiro do caixote que não é mudado há uma semana. 

Sempre ouvi dizer  que por vezes é necessário arriscar, deixarmo-nos ir com a maré, mas nunca pensei seguir este ditado tão à letra!

Depois de semanas a pesquisar um apartamento a preços acessíveis, nos grupos do Facebook da minha cidade, sem grande sucesso, recorri à plataforma do Google. A verdade, é que a margem de tempo desde que cliquei no anúncio daquela casa, até ao pagamento da caução não demorou mais de duas horas!

Todos sabemos que uma cidade com pouca oferta de casas em boas condições pede que se aluguem as poucas disponíveis sem piscar os olhos. Assim foi, às 15h45 vi o anúncio daquele T2, às 15h51 liguei para o senhorio e o mesmo disse "se quiser ver tem de ser agora porque hoje ainda vão dois casais ver" e às 17h20 estava a pagar a caução da casa, depois de uma agradável visita à mesma.

É um T2 Do último andar de um prédio, situado na avenida principal com aspeto de T1, pequeno mas muito acolhedor. Apaixonei-me assim que pus o pé naquele chão branco, já a imaginar-me a apanhar sol na extensa varanda, depois de beber o café na humilde cozinha. 

Não houve tempo para pensar duas vezes, olhei para a minha namorada como se os olhos dissessem "vamos agarrar esta oportunidade agora". 

Hoje, nove dias depois, suspiro de alívio, ainda que este esteja acompanhado pela tão querida ansiedade que quase me engole a voz. Qualquer mudança tem um impacto gigante na nossa vida, mas depois de estar em 3 casas diferentes em 17 meses, partilhadas com diversos estudantes, na maioria das vezes desleixados, lá está, a viver a vida universitária, finalmente encontrei o meu espaço, o meu sossego, ao lado da pessoa que amo, a nossa primeira casa.

Faltam onze dias para a mudança mas o facto de acontecer tudo tão rápido, apesar de estar à espera deste momento há demasiado tempo, faz com que não acredite que isto está a acontecer. Por vezes ainda penso se estou a ser burlada pelo senhor da imobiliária, pensei isso no exato momento, pedindo-lhe todos os comprovativos e mais alguns do pagamento da caução, mas sei que isso é a ansiedade a falar mais alto.

A varanda é do lado de trás, virada para uma rua pacífica, contrariando a agitação que se faz ver na rua principal, onde se encontram lojas de serviços, táxis parados à espera que os telemóveis toquem e a zona dos bares do lado esquerdo, sem data de abertura, devido aos dias que vivemos. 

Fui calhar na rua mais bonita da altura do Natal, aquela a que me dirijo sempre para tirar as fotos, com cara desprevenida, no meio de todas aquelas luzes entrelaçadas nas árvores. 

Daqui a onze dias vou mudar-me e quero que corra tudo bem, estou confiante que sim. No fundo eu só peço tranquilidade, podendo alcançar o equilíbrio certo para viver a vida como esta merece que a gozemos. 

Que assim seja! 

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Um dia de chuva

Alice 🦋, 05.02.21

Chove lá fora como se de facto, fosse o céu descontente a desabafar connosco.
Pergunto-me se estarei a fazer o correto, se sigo a linha que me foi traçada. Por vezes, penso como seria se visse o trailer da minha vida, que mudanças suscitariam em mim, o que faria diferente. Não sei se estarei a fazer o que é mais correto, mas neste momento sei que me respeito a mim e a quem está ao meu lado. 
A verdade é que nem sei o que estou para aqui a contar mas nestes dias escuros, várias dúvidas e porquês percorrem a minha cabeça.

Enfim, vou acompanhar o tempo com um chá quente, enrolada numa manta como um dia de chuva como o de hoje merece ser aproveitado.

Bom fim de semana, cuidem-se 

Reflexão das 19h

Alice 🦋, 16.01.21

Anda tudo meio estranho.

  Passar os dias melancólica na cama a ver o tempo passar é a única coisa que me parece fazer sentido. Que estranha sensação querer sentir-me organizada num mundo tão desorganizado como se encontra o nosso.
 Com os últimos exames do semestre por fazer, sou inundada por uma vaga de sentimentos que me impedem de ter vontade para tudo o que tenha a ver com rotina, disciplina e todos os restantes nomes que envolvam sacrifício.
 Apesar do desleixo, hoje sinto-me bem. Consegui apreciar o dia como um sábado merece ser sentido, com preguiça, comida quente, conversas na varanda e amor. Hoje sinto-me bem, amanhã se tudo correr bem e com mais energia, sentir-me-ei melhor.

 

Um fim de semana pacífico para todos!

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Reflexão das 18h00

Alice 🦋, 02.12.20

Hoje acordei um tanto nostálgica, pensei no passado, no presente, mas, sinceramente, espero pelo meu futuro com uma certa impaciência e esperança.

Pensar que daqui a pouco mais de um ano finalizo o meu curso e, se tudo correr bem, começo a trabalhar na minha área, enche-me de entusiasmo.

Neste momento, partilho a casa com a minha namorada e outras duas colegas, mas já me encontro à procura de um apartamento só para nós as duas, dado que partilhar casa com outras pessoas não é um processo nada pacífico, é até bastante complexo, sobretudo quando as outras pessoas não partilham dos mesmos hábitos que nós, aspetos importantes e lógicos que deviam de ser regra para quem partilha alojamento (limpezas, etc.). Pessoalmente, tenho uma experiência muito negativa no que toca a partilhar casa. Foi preciso estar no terceiro alojamento em um ano e poucos meses para perceber que não vale a pensar insistir mais. Nem todas as pessoas apresentam ter as mesmas prioridades e nós temos de aceitar isso, mesmo que algumas questões não façam qualquer sentido na nossa cabeça. Vai também ser uma transição notável, visto que para além de finalmente ter o meu espaço de lazer e de trabalho, vai dar-me uma nova força para cuidar dele.

Contudo, acho que vão ser mudanças e finais de capítulos necessários, que vão ter um impacto imensamente positivo na minha vida, os quais pretendo agarrar para me expandir e para me auxiliar a ver a vida com novas cores.

São todas oportunidades únicas de crescimento pessoal, um novo toque e encontro com a realidade, a qual só espero que me receba de braços abertos.

Este tipo de observação, faz-se refletir a respeito do meu "eu" singular, reflexão esta que, desde cedo, não era feita de boa vontade, por consequência de particularidades internas e externas que conduziam a olhar para a pessoa que sou com uma certa rejeição e até uma acanhada percentagem de repugnância, embora que relevante.

Hoje em dia, respeito o meu processo de crescimento. Tenho em consideração toda a minha evolução e já me é possível identificar algumas respostas para com certas atitudes passadas. Atualmente, posso afirmar que me adoro, que tenho bastante interesse em conhecer-me melhor em diversos pontos, bem como, trabalhar em quem tenciono ser e estar, cultivando-me, acreditando e chegar ao auge de amor, amor sincero por quem sou.

Estou ansiosa por viver, inquieta por aproveitar tudo o que a vida e eu temos para me oferecer.

Que processo complexo este, mas eu vou lá chegar.

Obrigada se ainda estás a ler este post, obrigada por acompanhares este momento aconchegante do meu dia. 

Até mais!

 

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